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Aparece en la discografía de

Lamento de João


Meu ofício é vir de longe
Chegar tarde, sem tostão
Trabalhar sem fazer força
Ir-me embora sem razão

Vem pensar o meu caminho
Joga encargos onde eu for
Que eu prefiro andar sozinho
Que criar um falso amor

Eu gosto muito de moça
Porém sem misturação
Dez pra ter perto dos olhos
E uma só junto da mão

Queira Deus que ele me desse
Como gratificação
Uma terra brasileira
Pra eu plantar meu coração

Falado

Eu saí cedo de casa. O pai mandava brasa sem parar, e as crianças nasciam, cresciam e morriam, tudo ao mesmo tempo. Saí e fui andando. Às vezes pegava um leito, um mutirão, mas não era o que meu coração pedia. Meu coração pedia sombra, água fresca e colo de moça bonita. Um dia, eu estava tão esmulambado que um cara, sei lá, devia ser louco, meteu a mão no bolso e me passou um Deodoro. Rapaz! Eu não sei como minha mão foi caminhando pra frente, sem me pedir licença.Foi, e de repente ficou assim, parada no ar, de palma pra cima, numa aceitação tão linda que cheguei a ficar com lágrimas nos olhos. Intentei bem naquela mão, naquele gesto, sentindo que ele dava tudo o que eu queria da vida. E foi aí que comecei a trabalhar de mendigo. Verdade que levantei uma "ervinha fofa". Não sei como eu agradava. Isto é, eu sei: por causa do meu modo de pedir, de minha bossa de esmolar, para tornar o doador responsável pela esmola que dava. Aí, veio a mania de viagens, eu me engajava em qualquer navio e partia. Assim, corri o mundo e aprendi a mendigar em muitas línguas. Fui mendigo em Singapura, em Túnis, no Cairo, em Adis Abeba, e por aí. Mas aí deu a saudade do tutu com torresmo, da galinha ao molho pardo, da empadinha de camarão, e eu me mandei de volta. Vim ser um mendigo inserido no meu contexto. Vim ser um mendigo subdesenvolvido, ou melhor, em fase de desenvolvimento, como querem os economistas, e estou contente.

 










 
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Nuevo cancionero y discografía

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Coincidiendo con el trigésimo aniversario de la publicación de su último disco y como complemento al homenaje que este 2018 le ofrece el Festival BarnaSants, CANCIONEROS publica el cancionero y la discografía de Ramon Muntaner. Con ello queremos además reivindicar su obra y rescatar del olvido unas canciones que siguen sonando modernas basadas en unos textos que —algunos de ellos lamentablemente—, siguen manteniendo toda su vigencia.

HOY EN PORTADA
Novedad editorial

por María Gracia Correa el 12/02/2018

La Tertulia de Granada se convirtió una vez más en referente de la canción de autor y de la poesía de Andalucía, el 26 de enero de 2018, con la presentación de En la raíz del silencio, un libro imprescindible que el profesor y musicólogo Fernando González Lucini ha construido a partir de la recuperación de poemas y dibujos inéditos de Antonio Mata, miembro fundador de Manifiesto Canción del Sur, fallecido en 2014, autor primordial en la historia de la canción de autor andaluza.

 



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