Anaquim

Mas Nunca em Dias de Sol

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Sem tempo pra rebater
Nem conseguir controlar
Hoje acordei estranhamente feliz
Sem quase me conhecer
Passei o dia a cantar
Feito boémio caído em paris
Quem não quiser perceber, diga que há que sofrer
Quem não puder aceitar, diga que faz bem chorar
Haja tristeza, haja amargura
Mas nunca em dias de sol

Saí de casa a correr, sem o poder evitar
Saltando as flores e os do jardim
Fiz o caminho ao pé coxinho
Ganhando ao parvo que há dentro de mim
Quem não puder perceber, diga o que tem de dizer
Quem não quiser partilhar, não me vai fazer parar
Haja tristeza, haja amargura
Mas nunca em dias de sol

E até o sarcasmo sujo e gasto dos táxis da rua de trás
Deixou a clientela toda em paz
E até o descrente prédio em frente
Que foge da luz matinal
Subiu os estores no inédito final

E até o descrente prédio em frente
Que foge da luz matinal
Subiu os estores no inédito final
E até o sarcasmo sujo e gasto dos táxis da rua de trás
Deixou a clientela toda em paz

E há relatos caricatos de contágio em todo lado
Em todo lado!
Em todo o mundo
Em todo lado, em todo o mundo!
Não há memória de uma história com desfecho tão profundo
Tão profundo

Haja tristeza, haja amargura
Mas nunca em dias de sol!


Autor(es): José Rebola