Preto No Branco

O Cego, a Mulher e o Publicano

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Minha vida era puro breu, tudo embaçado
Sem rumo, sem chance
Tanto faz se o dia é claro e azul ou escuro de noite
Quem não vê, não sente
Quem me dera Te enxergar na retina capturar em 3D, alta resolução

Todo dia é o mesmo caos, fluxo constante
Me perco aos poucos
Tudo agora é uma questão de estar perto ou longe
Se ao menos tocá-lo
Só você pode me dar a virtude pra curar
O remédio pra estancar meu mal

Eu grito forte pra Te ver, só pra ter você, pra chamar tua atenção
Eu salto alto perco o chão, atravesso a multidão pra poder tocar em Ti!

E eu já nem sei mais quem eu sou quando olho no espelho
Impostor, imposto
E do alto da minha solidão é você meu abrigo, me chama de amigo!
Me encontrei no teu olhar
Sim eu sou o teu lugar, sua casa, amigo, pode entrar!

Eu grito forte pra Te ver, só pra ter você, pra chamar tua atenção
Eu salto alto perco o chão, atravesso a multidão pra poder tocar em Ti!


Autor(es): Clóvis Pinho

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