André Bolivar

O Velho

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Eu conheço um velho que levanta sempre cedo
Liga o rádio da cozinha e ouve quieto em seu sossego
Enquanto os filhos dormem passa reto pro banheiro
Fuma só, só por hoje... Só por hoje o maço inteiro
Abre a porta da rua e encara o céu nem sempre azul
Com as costas queimadas de tanto andar ao sol
E sua mala pesada à amostra pro mundo ver o desigual
Que também pesa sob os ombros, nem todo mundo é imortal
Sabendo que há uma familia esperando e dependendo do seu suor

E ele só diz:
"Tudo bem, eu sei"
O velho diz:
"Tudo bem, eu sei"

"Só quero ficar um pouquinho pra ver no que vai dar..."

Ô velho, não se esqueça de mim
Pois não vou esquecer do que você é
Ô velho, o meu sangue é carmim
É igual ao seu, será até o fim

E esse velho ama tanto sem saber se expressar
Todos sempre souberam disso
É um exemplo de luta onde quer que o velho vá
Ele assume seu compromisso
E esse velho é só de nome, não aceita desaforo
É honesto o tempo todo, tanto tenta o velho tolo
Nem parece mesmo homem, tem a força de um touro
E com ele os fracos somem, em suas palavras de consolo

E ele nos diz:
"Tudo bem, eu sei"
Ele só diz:
"Tudo bem, eu sei"

"Só quero ficar um pouquinho pra ver no quê vai dar"

Ô velho, não se esqueça de mim
Pois não vou esquecer do que você é
Ô velho, o meu sangue é carmim
É igual ao seu, será até o fim

Pois ele tem uma família, não há tesouro que valha mais
Quando se tem uma família, é só com ela que existe paz
Quando se tem uma família, guerra ou batalha tanto faz
Quando se tem uma família...
Quando se tem uma família...

Ô velho, não se esqueça de mim
Pois não vou esquecer do que você é
Ô velho, o meu sangue é carmim
É igual ao seu, será até o fim


Autor(es): André Bolivar