Joca Martins

Porto dos Casais

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O por-de-sol fogoneiro apeia num fogaréu
O rio se transforma em céu formando imenso braseiro
O pássaro guitarreiro floreia as canções mais belas
Depois estrelas singelas despontam na atmosfera
Como o buscar a tapera de Jerônimo de Ornélas

Rascunho da realidade da "mui leal e valerosa"
Com pôr de sois cor-de-rosa e ares de grande cidade
A arte não tem idade nas trajetórias de um povo
O tempo é simples retovo na existência dos mortais
E este Porto dos Casais está cada vez mais novo

Chego a pensar que o ilhéu da querência dos açores
Filho de navegadores ao contemplar este céu
E ao ver este rio sovéu com rodilhas pelo meio
Tenha imaginado creio que o velho Guaíba fosse
Uma tropa de água doce do oceano em pastoreio

Várzea líquida campeira carrapateada de ilhotas
Que lembram tendas remotas numa planície guerreira
De noite surge a boieira repontando a lua cheia
E a cidade é uma sereia com olhares de xirua
Que se estende seminua sobre um tapete de areia

Eu não sou porto alegria sou cria de outra querência
Mas te presto reverência Porto dos Casais divino
Que ilhéu e continentinho levantaram com denodo
Minh'alma de rapsodo se curva ante a tua imagem
Porque tu tens a paisagem mais linda do mundo todo!


Autor(es): Jayme Caetano Braun

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