Quando Sopra o Minuano

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Minuano venta maleva
Que sopra pelas estrada
Vai levantando poeira
Deixa as mata empoeirada

É o gaúcho tropeiro
Que viaja de madrugada
Vai relembrando seu rancho
Onde deixou sua amada

Minuano, minuano
Que sopra de madrugada
Não me deixe no desengano
Eu quero ver minha amada

Minuano, vento do pampa
Que vem por trás da colina
Vem balançando a ramage
Levanta os cabelos china

É o guasca dolente
Cantando não desafina
É o vento que sopra na orelha
Mas ele segue a rotina

Minuano, minuano
Que sopra de madrugada
Não me deixe no desengano
Eu quero ver minha amada

Minuano, eu estou chegando
Novo dia começa nascer
No rancho, ela está tristonha
Ansiosa para me ver

A tropa já vem cansada
Na mangueira, eu vou recolher
Juntinho com minha chinóca
Feliz, eu hei de viver

Minuano, minuano
Que sopra de madrugada
Não me deixe no desengano
Eu quero ver minha amada


Autor(es): Elyo Theodoro

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