Recuerdos Posteiro

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Recém volvi lá da estância
Depois de banhar o gado
E esta tarde foi um forno
Com o sol do alto planchado
As bolheadeiras... E as talhas
Repinicando o alambrado

É esse o rastro do casco
Deste taura missioneiro
Cruzo inverno a cavalo
Por este pago campeiro
Em marchas e recolutas
Desta lida de posteiro

Apesar desses rigores
Conservo a alma serena
Se o meu poncho vara água
E as garras chegam dar pena
No meu rancho nunca falta
Cara alegre e jerva buena!!

Assoviando campereio
Naquele flete de estouro
Recorro bem o banhado
Por que é feio tirar um couro
E o patrão me disse ontem
Que inté um guacho vale ouro!

Às vezes me falta plata
Inté pra ver as morena
Faço de conta e não vejo
Sigo meu tranco torena
Guincho galpão... Tranço laço
Galopeio algum ventena!!

Enganchar um boi no laço
Num aparte em tempo feio
Pra livrar um companheiro
De algum gavião sem costeio
É um mandamento pampeano
Que aprendi no pastoreio...

O patrão me deu um pingo
Um dos tanto que ele tem
Um primor de bom de rédea
De patas solto tambem
Mas que amanhece aluado
E não carrega ninguém

Já sovei-lhe o couro a mango
Risquei ele com as soronas
Não encilho mais o tufo
Nem com festas e cordeonas
Me rebentou um serigote
E estraviou duas caronas!

Me falta força e tutano
Pra seguir nessa labuta
Tenho o corpo mais pesado
E a coragem menos bruta
Pois só mágoas campereio
Com penas de recoluta!

E me vou deixando o rastro
Na invernada e no potreiro
Tudo que fiz nesta vida
Com garoa e com pampeiro
Hoje... são simples memórias
Do meu recuerdo posteiro!!


Autor(es): José João Sampaio Da Silva / Noel Guarany

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