Sandálias Pelo Chão

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Quantas sandálias deixadas pelo chão
Quantos passos sangrando deve haver

Muitos pés queimados
Nos solados, os espinhos doem
Num sacrifício escolhido sem saber

Que no caminho o chão é quente e queima
As mãos e os olhos dos soldados que chegam aqui

O frio congela o sangue
Vermelho que antes era azul
A miragem na neblina ainda consegue os iludir

Seus netos já não se lembram
De sua força, de seu vigor
Agora só lhe resta esperar cair
Cair...

Quantos amores não puderam com o próprio peso
Quantos juízes dopados não souberam julgar

Muitos inocentes, calados, choravam sem parar
A culpa injusta caía em suas cabeças

Tomara que suas netas educadas por você
Nunca escutem os gritos do feto morrendo sem saber.


Autor(es): Camilo Melo