Tranco de Fronteira

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Quando um gaiteiro
Estramela três ilheiras
Neste tranco de fronteira
"Tá" sujeito de bailar
Gosto da marca de largar se rebulhando
China que sai assim olhando
Com ganas de "veiacá"

Eu sou do tempo que o "home" que era bem "home"
Peleava com "lobisome" e atracava nas mulher
Que o resto a gente empurra sempre pra um costado
Que eu sou "nego" desconfiado se não sei que bicho é

Chora cordeona
Choraminga no compasso
Que no meu braço eu levo uma flor do rincão
Num vai-e-vem de misturar o feijão com a massa
Eu chego até achar graça, com pena do coração
Chora cordeona
Choraminga neste embalo
Quando meto meu cavalo nunca deixo pra depois
Já que a morena se agradou do meu café
Depois que eu atolo um pé, mordo o beiço e atolo os dois

A noite velha já se perde num "garreio"
Sigo firme no floreio, só desdobrando a percanta
Mais entonado que o garnizé lá "das casa"
Já baleado de uma asa de tanto "samba com fanta"

Se tu me quer me diz logo de vereda
Boca de seda dos olhinhos cor de amora
Daí então já saímos bem campante
Que o rancho por mais distante fica perto nesta hora.


Autor(es): Anomar Danubio Vieira

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