Joca Martins

Tropilheiro

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Foi depois do golpe seco da aporreada rabicana
Que sem clarim de campana se findou a montaria,
Mescla de bufo e de poeira contra o chapéu planchado
E um ginete descontado até o fim de seus dias.

Mas ginete e aporreado são igual loro e estrivo
São vivos num corcoveio, dependendo um do outro
E agora este sulino que surrou tanto matreiro
Faz vida de tropilheiro pelos refugos de potros.

Vive campeando malos, que buenos serão em pista
Na lista dos afamados, velhacos e sentadores,
Na ciência de quem conhece, no tino de homem campeiro,
Que a sorte de um tropilheiro é o culo dos domadores.

Sobram as baldas dos livres nos tauras desta tropilha,
Que são quase uma família, cada qual com seu defeito
Na gurupa ou puro pelo tapeando o próprio ideal,
Basto aberto ou oriental de espora no osso do peito.

Por terem alma de gato enxergam mesmo vendados
Já sabendo dos mandados depois que o rebenque pega,
Alegrando um ginetaço num corcóveo caborteiro
E tal qual um tropilheiro, são o avesso da regra.

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