Adair de Freitas

Um Homem Sem Pão

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Quando a esperança vai mermando aos poucos
A alma cansada vai perdendo a fé
O homem se perde por estradas longas
Na louca procura de saber quem é

A terra santa que paria o trigo
Já não é mais sua, e este homem só
É um trapo humano de ilusões perdidas
A changuear a vida pelos cafundós

Um homem sem pão
Para dar a seus filhos
É fera ferida
De tudo é capaz
É um céu sem estrelas,
Um rio que secou
Tem sangue nos olhos
E a alma sem paz
As mãos deste homem
Cobertas de calos
São feitas pra terra,
Só sabem plantar
O arado, a enxada,
São estas suas armas
As mãos deste homem
Não sabem roubar

A fome germina sementes de ódio
Maldades, rancores, tristeza e pavor
E ri debochada dos pobres poetas
De versos comprados que falam de amor

Um homem logrado por falsas promessas
É um bicho assustado temendo a matança
Mas dentro de si, só quer na verdade
Que enfim lhe devolvam a fé e a esperança

Um homem sem pão
Para dar a seus filhos
É fera ferida
De tudo é capaz
É um céu sem estrelas,
Um rio que secou
Tem sangue nos olhos
E a alma sem paz
As mãos deste homem
Cobertas de calos
São feitas pra terra,
Só sabem plantar
O arado, a enxada,
São estas suas armas
As mãos deste homem
Não sabem roubar

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