Alaíde Costa

Viola Violar

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Eu estou bem seguro nesta casa
Minha viola é o resto de uma feira
A minha fome morde o seu retrato
Brindando a morte em tom de brincadeira
E amanhã mais vinte anos
Desfilados na avenida
Arranha-céu, ave noturna
No circuito dessa ferida
Violar vinte fracassos e mudar de tom
Vinte morenas para desejar
Vinte batidas de limão
Eu estou bem seguro nesta casa
Comendo restos nesta quarta-feira
Minha viola toca seu retrato
Cantando a morte em tom de brincadeira
E amanhã mais vinte anos
Desfiados, na avenida
Arranha-céu, ave noturna
Ê viola, toca ferida
Violar a velha brincadeira
Violar, vinte morenas para desejar
Vinte certezas nessa mão.


Autor(es): Márcio Borges / Milton Nascimento