Olívia Hime

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Ah, é preciso deixar a vazante do olhar
Inundar, carregar
Todo bem que se torturou,
Mas é impossível esquecer
Quando o quarto é prisão
E concedem perdão,
Sem nem ter o que perdoar
Ah, era coisa de sufocar...

Lar,
Quantas fugas no lar
Quanta gente no mar,
Clandestina aportar,
Tanta alma se desterrou,
Mar era coisa de se afogar

Réu,
Nunca vi tanto réu proclamado infiel
Pelo crime de alvorecer,
Quando o imposto era anoitecer
Nas manhãs do saber

Bar,
Quantos filhos no bar
Quantas mães a chorar,
Enterrar, suicidar
Tanta gente não suportou
Ah, era um eco geral no ar

Paz não se faz fabricar do sabor do vingar,
Nasce plena de amor na razão de quem liderar,
Paz é uma coisa que a alma traz

Deus, é preciso gritar,
Redimir, alertar
Cada ventre que conceber:
Preferível saber morrer
Quer viver, por viver.

Ah, Pelo crime de alvorecer,
Quando o imposto era anoitecer
As manhãs do saber

Ah, cada ventre que conceber:
Preferível saber morrer
Quer viver por viver.


Autor(es): Claudio Cartier / Paulo César Feital

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