A ilusão

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Estou deixando a razão ir embora,
Puxando intervalos de ilusão pelo filtro,
Injetando a vida na veia que a fé levou,
Saindo e caindo nas calçadas,
Fazendo arte nos muros, nas grades,
Nos tetos invisíveis, nas garrafas, nos lençóis,
Fazendo abrigo com jornais e tapetes,
Tecendo teias e escalando paredes,

O tempo passa tudo diferente é tão igual,
A velha fórmula em rótulos coloridos e estranhos,
Só se engana com a embalagem quem o conteúdo nunca usou,
O passado se repete no futuro,
E todo mundo sente na carne o déjà vu,

Pra que servem os anjos?
São músicos desculpados cantando em línguas entranhas!
Anjos caídos, e traídos, de luz e treva espalhados nos terrenos baldios,
Esquecidos no salão do tempo pelos seus criadores,

Dispenso o equilíbrio,
Estou dopadamente paciente,
Cortando um namoro sujo,
Com a faca suja, que o amor sujo sujou....

E quando eu sinto que a razão pode voltar,
Puxo pelo filtro, injeto na veia, tomo um comprimido, bebo o litro,
Porque mais interessante e envolvente que o fim é o recomeço,
Só os nômades caminham por lugares que nunca ninguém andou...

Por isso dispenso a razão
E puxo intervalos de ilusão pelo filtro,
Injeto a vida na veia que a fé levou,
Saio e caio nas calçadas,
Faço arte nos muros, nas grades,
Nos tetos invisíveis, nas garrafas, nos lençóis,
Faço abrigo nos jornais e tapetes,
Teço teias e escalo paredes,

Dispenso o equilíbrio,
Estou dopadamente, paciente e frio,
Cortando um namoro sujo,
Com a faca suja, que o amor sujo sujou....


Autor(es): Franklin Emmanuel Da Silva Mano

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