O pão que sobra à riqueza

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Tira o chapéu milionário
Vai um enterro a passar
Foi a filha de um operário
Que morreu a trabalhar.

O pão que sobra à riqueza,
Distribuído pela razão,
Matava a fome à pobreza
E ainda sobrava pão.

Se eu fosse carpinteiro
Casava com uma ceifeira
Juntava a foice ao martelo;
Fazia a nossa bandeira

O padre vendeu a burra
Para não dar mais cevada
Agora vai aos enterros;
A cavalo na criada;

Se a morte fosse interesseira
Ai de nós o que seria
O rico comprava a morte
Só o pobre é que morria


Autor(es): José "Zeca" Afonso, Popular portuguesa

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