A Vida de Rodogério Santana

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Senhores prestem atenção nos meus tempos de guri
Eu tinha só doze anos quando a minha mãe perdi
Meu pai me deu pra um amigo, mas eu não me convenci
Tive dois anos com ele
O amigo do pai, aquele, e um certo dia saí.

Sai na calma com paz um bom gaúcho não erra
Me despedi de Uruguaiana a minha querida terra;
E eu já tinha dois cavalos leviano pra subir serra
E para tirar uma prova
Me ajustei na Estância Nova do senhor Olivio Guerra.

Por lá também foi dois anos cumprindo a missão sagrada
Mas sem nunca refugar rigor de lidas pesadas
Enfrentando o Minuano, Sol torrantes com geadas
Saindo de um montando noutro
Quebrando queixo de potro nos dias de gineteada.

Fui gauderiar noutros pagos sem falha de honestidade
Assim passou mais dois anos e eu cheguei naquela idade
De ter que dar uma prova da minha brasilidade
E de acordo com a lei
Sentei praça e me fardei sempre de boa vontade.

Por lá estudei um pouco no bom pensar de rapaz
Até hoje me arrependo não ter estudado mais
Porém cumprí meu dever, Deus do céu sabe o que faz
Saí bem documentado
E um pouco falquejado pelos bancos colegiais.

E vim direto a estância quando saí do quartel
Como General Serafim , neste tempo Coronel
Um home que pra o Brasil foi sempre honesto e fiel
Eu dele fui empregado
E de lá sai casado, fiz um bonito papel

Hoje vivo sorridente, ao lado da Maria
Que Deus me deu por esposa para me dar alegria
Já não sou mais tão pobrinho, eu tenho um gado de cria
Eu em capricho eu reservo
E amor na china conservo sempre em minha companhia.

Assim vou adquirindo vivendo mais satisfeito
Eu a esposa e os filhos abraçado no respeito
Sou Rodogério Santana, sou sério, bato no peito
Dou prazer pra meus amigos
Por isto é que eu sempre digo ser pobre não é defeito
(Vamo encerrar, Rodogério)


Autor(es): Gildo De Freitas

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