Bola de meia, bola de gude

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Há um menino, há um moleque,
morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
ele vem pra me dar a mão

Há um passado no meu presente,
o sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
o menino me dá a mão

Ele fala de coisas bonitas
que eu acredito que não deixarão de existir

Amizade, palavra, respeito, caráter, bondade, alegria e amor
Pois não posso, não devo,
não quero viver como toda essa gente
insiste em viver

Não posso aceitar sossegado
qualquer sacanagem
ser coisa normal

Bola de meia, bola de gude,
o solidário não quer solidão


Autor(es): Fernando Brant / Milton Nascimento

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