César Oliveira e Rogério Melo

Brotei do Chão Das Boconas


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Sou peão de estância encruado
Nasci num catre de barro
Por isso aqui me agarro
Cantando a um pago sagrado

Fui benzido e batizando
Na fumaça do retoço
Que me fez desse alvoroço
Gaucho de corpo e alma

(2x)
Templado na xucra calma
Sou mescla de carne e osso

A ânsia que me atormenta
Me provoca volta e meia
Sinto que em mim corcoveia
Uma gana pacholenta

A minha estampa sustenta
Alem de um grito de guerra
O sarandeio da terra
Que o guasca sente nas ventas

Brotei do chão das boconas
Cresci sobre as sesmarias
Desdobrando a geografia
Meus apegos vieram à tona

O compasso das choronas
E o entrevero de guampa
Fizeram da nossa pampa
A terra mais macharrona

Nas boconas virei gente
Por que nelas fui criado
Ouvindo o berro do gado
E o murmúrio das enchentes

Bebi água das vertentes
Na copa do meu chapéu
Ouvi rumores no céu
Era piazito e me lembro

(2x)
Dos temporais de setembro
Santa rosa e são miguel

E eu por quebra me agrando
Abraçado na guitarra
Pra cantas potros e garras
E um veiaco se bolcando

Um rodeio se empurrando
Na estronca da porteira
E a cachorrada ovelheira
Num vai e vem se queixado

E aqui me entrego a esta ânsia
Que tenho de andar alçado
Com meu sombreiro tapeado
Para pentear na distancia

Por que a inocente ganância
Que junto ao índio se agrupa

(2x)
E o que saca na garupa
Da alma de um peão de estância

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