Cavalos de Muda

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Quantos cavalos de muda atravessei no passo
Só pra chibiar alma adentro "cosas de mi flor"
Mal dos encontros o tempo anda sem freio
Pra retomar ao potreiro onde enfrenei meus luzeiros
E aprendi buscar a volta

Quantos cavalos de muda eu fiz cambear de lado
Pingos de campo, crioulos buenos de virar o xergão
Um maneador garroteado bem sovado serve de fiador e buçal
Pra amanunciar a meu modo e acostumar com os arreios

Quem sabe tranqueando com a vida fazendo o serviço num resto de lida
Eu arrebanhe as perdidas até o rodeio que a vista alcaçar
Quem sabe estendendo uma várzea atorando a campanha
Eu traga cinchado até um potro veiaco sem descogotear!


Autor(es): MAURO MORAES

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