Cano na Cabeça

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Pai de família cumpridor de seu dever
Atravessando o escuro pra passar entes na padaria
E não chegar em seu barraco de mão abanando
Patroa esperando, geladeira vazia.

Depois de um dia poderoso de calor humilhante
Depois de um ônibus saindo gente pelo ladrão
Coincidência ou não, ele avistou o moleque vindo em sua direção...
Vindo sem sua direção... vindo em sua direção.

Não!! Ele alegou era sobrinho da vizinha.
Mas ali naquela hora ninguém tinha mais certeza.
Foi tudo rápido como um pesadelo.
O que dizer, o que pensar quando o moleque gritou:
-- Passe o relógio!

Cano na cabeça. É na cabeça.
Cano na sua cabeça.
Cano na cabeça. É na cabeça.
Cano na sua cabeça. (bis)

Coincidência ou não, era dia do moleque.
Tava nervoso, tava trêmulo, mas tava ali.
Uma criança na ponta de uma pistola.
Uma maneira diferente de pedir esmola.

O nego teve medo, o coração disparou.
A bala atravessou o pensamento do coitado.
O pão caiu no chão e o moleque se mandou
Por um relógio que custou cinco reais.
Agora ali jaz um grande cidadão.

Coincidência ou não, o vira-lata que assistia tudo
Virou a cara e bocejou de sono.
Ele já estava acostumado com o mundo cão...
Mundo cão... mundo cão...

Cano na cabeça. É na cabeça.
Cano na sua cabeça.
Cano na cabeça. É na cabeça.
Cano na sua cabeça. (bis)