Adair de Freitas

Cantiga Da Esperança

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[Vamos devagar e sempre
Que a jornada é longa
E o tempo não cansa
Vamos cantando na estrada
Que o cantar alegra
E traz esperança]

Eu te convido, gaúcho,
Tu que anda triste
Pela estrada afora
Chega pra cantar comigo
Que a saudade, amigo,
Já se vai embora
Não adianta ser tristonho
Pois a vida é um sonho
Que a gente desfaz
Só a tal fatalidade
E a dor da saudade
É que nos roubam a paz

Eu sou gaúcho de fato
Sou índio gaudério
Do sul do país
Tenho orgulho em ser gaúcho
Sou pobre e sem luxo
Mas sou bem feliz
Eu não ando me queixando
Vivo trabalhando
E a honra conservo
E há gente que até me apedreja
Porque sente inveja
Da vida que eu levo

Nunca te queixes da vida
Levanta a cabeça
E caminha com fé
Pois a gente só é gente
Sendo simplesmente
O que a gente é
Não chores assim baixinho,
Se tens que chorar
Levanta a tua voz
E olha pra trás de repente,
Verás que tem gente
Mais triste que nós

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