Sérgio Dall'orto

Cartórios

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Aí, moço, eu vim aqui pra registrar umas músicas, é coisa simples
É o que? É musicas?
É coisas bobas que escrevo, que na real eu queria botar no meu nome

Meu papel, poetizar contra essa fluxo cruel
Contra a correnteza que afasta meus irmãos do céu
Não é documento de cartório nem um regimento
Trago minhas músicas que falam o que passa aqui dentro de mim
É tipo assim "neguim", pra carimbar no céu o que Deus espera de mim
Tô na missão né

Não vou voltar, e vou andar com fé
Porque a fé não costuma "faiá"
E se conforma,na vida, você é alvo e também mira
Se quiser colar, essa é a firma
É o papel!
E ta palavra

Quanta gente passa a vida sem no fim não ter vivido nada
- Não vou baixar um nada consta aqui da consciência!
Certidões e documentos que comprovem sua inocência!
-Não sou inocente e nesse mundo ninguém é!
E to falando desde o padre,do político ao gambé!
É meu papel

E pede autorização! Que a gente quer se registrar em cada coração
E se a porta do cartório não tiver aberta?
Se o escrivão fica doente quem registra a sua meta?
E a testemunha? E se ela não testemunhar?
A gente faz uma canção que geral vai cantar!
Ô seu moleque, meu cartório não aprova moda!

Aqui tem que ser foda,pra tirar uma onda e umas nota
Agora, se tu quiser! Tu volta outra hora
Porque já chegou a chuva e a luz foi embora
É bote certo! Melhor ficar esperto
Que nunca falte na cabeça luz
Igual falta no teto

Que nunca falte na cabeça luz
Conhecimento é o que te conduz
Não deixe que apaguem sua luz
Mesmo que isso te coloque numa cruz
(Tipo Jesus)

Meu papel
É poetizar contra esse fluxo cruel
Contra a correnteza que afasta as minas do céu
Sem guichê e senha! A música não vai esperar
Será que só depois que eu morrer que "cês" vão me notar
Aí! Vim aqui pra me registrar
Se alguém falar meu nome, ter algo bom pra falar
E aquilo.

Cantar o meu passado pros seu filhos
Eu me aventuro! Um dia eu desses mudo pra pensar direito nisso
É no pape cada indivíduo é um ofício
Toda mente é um cartório produzindo um relatório místico
Fiador são nossos verdadeiro amigo
Que ainda acredita nesse sonho pra que ele seja deferido

Que gritaria! Tabelião, como que cê deixa o seu cartório acabar energia
É meu papel!
E pede autorização! Que a gente quer se registrar em cada coração
Não sou inocente e nesse mundo ninguém é!
E to falando desde o padre,do político ao gambé!
É meu papel
Que nunca falte na cabeça luz
Conhecimento é o que te conduz
Não deixe que apaguem sua luz
Mesmo que isso te coloque numa cruz
(Tipo Jesus)


Autor(es): Sergio Dall'Orto

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