Casa de Barbante

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São tantas guerras que me vêm
E tenho ainda que enfrentar esse labirinto.
Ah! se você pudesse ouvir as vidas que eu declamei,
Lamentei aos gritos!

A noite é uma solidão de calmaria e imensidão.
A lua gruda na janela sem a tristeza sossegar.
Mas, alimenta a esperança que me prende ao futuro,
Lancinante, raio, turvo, escuro, banhado em fé.
É que eu sonhei, singrando mares e verões,
Insanas asas eu criei e frágeis, pra quem longe quer voar

Mas, era pra te ver passar e, amor, morrer.
Ver o dia amanhecer.
Era pra te ver passar e de amor morrer.
Era pra te ver passar e, amor, morrer.
Ver o dia amanhecer.
Era só pro dia passar e anoitecer.

Era a noite e o céu.
Era de te viver.
Eras de te viver, tanta noite!


Autor(es): Etti Paganucci / Flávio Vezzoni