Mano Lima

Corpo de Cavalo

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Avance um corpo de cavalo, amigo.
Passe pra diante e vem prosear comigo.
Vamo fala de égua chucra.
Da lida bruta, do sistema antigo.

Olha no tempo que eu domava.
Eu peguei um baio ruano.
Que lhe digo, veiacava.
Batendo os quarto na grama.
Não se escorava na rédea.
Nem sem importava com o mango.
Distância de meia légua.
Se ouvia o berro do ruano.

Vou lhe mostrar uma peitera.
Que eu fiz pra certa ocasião.
Umas éguas cagroceira.
Pra ajeita meus redomão.
Tenho tudo bem guardado.
Meus apetrecho de doma.
Relho e bocal bem sovado.
E um lindo par de chorona.

Por isso que venho pensando.
Quando mateio solito.
Enxergo o potro encilhado.
Corro os olho nos estribo.
Me cai um tanto no lenço.
Quando recordo os sentido.
É que a saudade aragana.
Chega pra matear comigo
É que a saudade é tirana.
E chega pra matear comigo.