Ary Lobo

Cosme E Damiao

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Vocês estão vendo
Aqueles dois moços fardados
Estão de braços arriados
Com as mãos cruzada pra trás
Todo ladrão, assassino e pisoteiro
Vigarista e trapaceiro
Eles dois não deixam em paz
Não banque o forte porque
Eles lhe derretem
Na base do cassetete
Luta pelo pescoção
E se você, tentar amostrar escola
Eles sacam a pistola
E piora a situação

Quem são aqueles dois moços
É o Cosme e o Damião
Como é o nome dele
É o Cosme e o Damião

No mês passado
Um batedor de carteira
Foi cair numa rasteira
De furtar um cidadão
Não foi feliz
Não chegou nem a dar dois passos
Porque foi cair nos braços
Do Cosme e do Damião
Ficou molinho que nem papa de aveia
Saiu dali pra cadeia
Com a calça sem botão
E da cadeia, foi para a enfermaria
Passou lá 18 dias pra curar os arranhões









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Luiza - Rio de Janeiro


Autor(es): Ary Lobo