Fabiano Bacchieri

Cruzada

Imprimir canciónEnviar corrección de la canciónEnviar canción nuevafacebooktwitterwhatsapp

Mas quem será nesse picaço frente aberta
Que bom que seja do Rincão do Araçá
Faz tanto tempo que me fui, perdi a conta
Talvez me conte como tudo anda por lá

Mas quem será naquele baio pelo grosso?
Que pelo tranco ta com pressa de chegar
Vem pela estrada grande que vai pra cidade
Mas pelas garras e o chapéu não é de lá

Mas quem será nessa picaço frente aberta?
Sou eu compadre quanto tempo, que saudade!
Pra onde tu vais com a mala cheia e sem cachorro, tchê?
Juntei uns pila vou me embora pra cidade
E o caro amigo
Diga
Pra onde vai?
Volto pro pago que há muito tempo deixei
Ver se o patrão ainda me aceita lá na estância
To com saudade da potrada que domei
Pois eu to indo
Pra onde?
Lá pra cidade!
Cansei os pulso de puxar queixo de potro
Aqui no campo, não vivo mais
Trabalho muito só pra enche o bolso dos outros
Que mal pergunte
O que amigo?
Porque que é voltas?
Porque a cidade é coisa braba, meu irmão
La pra um campeiro não tem lugar
A bóia é pouca e sobra muita solidão
Mas quando fostes partistes com rumo certo
Tudo acertado para a vida melhorar
Vendesse o zaino e as duas juntas de boi
E agora voltas sem mais nada ao Deus dará
Pois eu troquei meu rancho lindo pela vila
Troquei meu charque por um pedaço de pão
Judiei do baio que era flor nas camperiadas
Pra fazer frete juntar lata e papelão
Tu que estás indo pensa bem e troca o rumo
Banca na rédea o teu picaço e vem comigo
Não deixe o campo que é teu mundo e tua alma
Bota tenência nesse conselho de amigo

Se é tão difícil a vida assim lá na cidade
Se a realidade é tão cruel e tão mesquinha?
Vou afrouxar a boca de volta pro pago
Se andar ligeiro chegamos de tardezinha

Pra toma um mate com cheiro de madrugada
Aliviana o tostado estrela pra carreras
Treina uma senha pra surra num truco cego
Pexa boi gordo na saída da mangueira
Acerta o pulso num tiro de volta e meia
Afrouxar o corpo na bailanta do Bastião
Abrir o peito numa milonga campeira
Na humildade e na grandeza de um galpão

Bueno, vamo embora se não a chuva nos agarra
Só um pouquinho que eu vou aperta as garra
Tu deve andar com uma certa saudade do teu rancho
Ahh, não imagina meu amigo

Pra toma uma mate com cheiro de madrugada


Autor(es): Fabiano Bacchieri / ROberto Luçarda

Canciones más vistas de