Joca Martins

De

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Boca do brete, quase um desaforo
Meu florão de mouro em posição de tango!
Do outro lado, um doradilho oveiro
E um boi ligeiro, cruzado a poliango

Não afroxemo, nem que a vaca tussa
Essa escaramuça é pra quem é de campo
Pedimo porta, e nessa condição
Vem junto à benção do meu pago santo

A polvadeira se ergue num manto
E o pataleio estremece o piso
Tenho na rédea tudo que preciso
Me bota um liso, pouco mais que um tanto!

Empurra o cavalo pra não raboná
Não se facilita, de cruzá por diante
Que do meu lado não cospe pra traz
Aperta no más, que a raça garante!

Eu quero ver, retomar na sombra
Onde o boi vira, nós viremo junto
Já que tratemo assim, do mesmo assunto
Campo e cavalo, guitarra e cordeona

De lá pra cá, só cambiemo o lado
De mete o cavalo e escorá o novilho
Herança terrunha, que de pai pra filho
Vai fazendo escola neste chão sagrado

Crioulaço e pico de cruzar por riba
De trompear um touro só por gauchada
Carrego confiança no encontro do mouro
E um sonho de ouro nessa paleteada


Autor(es): Anomar Danubio Vieira / Joca Martins

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