Depois Dos Sonhos Talvez

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Trote manso rumo gasto na persistência da trilha
As léguas mostram cansaço pela melena tordilha
O entardecer busca pouso sobre o verdor de coxilhas

Talvez depois que o caminho, trocar o rastro por prece
Fique este imenso saber, que só estrada oferece
Na mente dos caminhantes, que ressuscita e enternece

Fique a memória rondando na lide dos domadores
E em cada palmo de campo o timbre dos seus valores
E muitos sinais de fogo ao longo dos corredores

Restem marcas das esporas pelas ilhargas dos malos
Na ilhapa o testemunho dos tirões de tantos pealos
E a perícia de campeiro pelas bocas dos cavalos

Fiquem pilchas e arreios e alguns fletes por aí
Grameando pastos alheios de amigos que fez aqui
Que taloneados comecem, algum caminho guri

Talvez já não haja sonhos somente a eternidade
Por entre luzes e estrelas, a paz a serenidade
Deixando a imagem no pago para explicar a saudade


Autor(es): Eron Vaz Mattos / Luiz Marenco

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