Ditado

Imprimir canciónEnviar corrección de la canciónEnviar canción nuevafacebooktwitterwhatsapp

Escreve aí, que é pra lembrar, eu ando meio esquisito, agora, anota o meu ditado
O coração está no meio de duas veias que bobeiam o sangue bom o estragado
Tá tudo limpo e tem o sujo, tá tudo lindo, e vem o cujo, o bom e o feio se mascaram
A quarta-feira já chegou, o carnaval nem começou, agora ouve o meu ditado
Sobe a ladeira, escala o topo de uma igreja ou de um morro e pula lá do alto
No meio de um par de asas secretas, como as de borboletas, vai brotar nas tuas costas
Mergulha, afoga no mar salgado, tuas guelras vão brotar,
cê não percebe que pode morrer agora, que é maioral, que é pai geral, é sem igual, é imortal
Como um defunto, imortal, como uma iguana, imortal, como uma égua
o ar em teu pulmão vem de uma ideia, e da medula, e da placenta cinzenta e colorida
e da alegria, da alegria, da alegria
Escuta o meu ditado, eu peço música e faço música e digo música e canto música, mas estou calado...
A mão direita quer a esquerda, o pé que samba quer o tombo, dentro do grito tem silêncio
a chuva esconde um céu de estrelas e Jonas dentro da baleia acende um sol, sua fogueira
Dentro do dentro tem o dentro, dentro do sono tem o sono, dentro do azul tem outro azul
mas tem o fora ali também,e acorda o sono de ninguém, e há no céu a cor da rosa

A vida às vezes tem um lado, a vida às vezes tem dois lados, a vida até tem três ou quatro
Anota bem o meu ditado, às vezes fica até quadrada
Mas bem lá dentro você sabe
A vida é círculo e é elipse
Quando ela é sol, ela é eclipse
Quando ela morre é que ela vive.


Autor(es): Nuno Ramos / Romulo Froes

Las canciones más vistas de

Romulo Fróes en Noviembre