Mateus Sartori

Doce Sereia

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Falo de ti
Dama que nunca se viu
Nunca o teu nome alguém já repetiu
Fada ou sereia
Em mil carnavais
Ela jamais a mesma máscara vestiu

Falo de ti
Sempre passeias aqui
No calçadão da Praia de Aparição
Deusa de areia
Quem nunca te viu
No branco mar que a tua imagem refletiu

Ô, beleza
Por que sambar assim?
Sem repetir nem um só passo
Sem chão num compasso sem tempo
Sem ter um fim

Ô, beleza
Por que te amar assim?
Boca que beija sem os lábios
Teus olhos fechados
Olham pra mim

Pra te encontrar
Quanto terei que andar
Quanto sofrer, quanto saber
Que você não virá
Pra te deixar
A quem dizer adeus?
A minha voz repetirá os gritos meus

Quero te ouvir cantar
Doce sereia
Vou me deixar levar
Por amor

Vamos juntos nadar, ô
Na maré cheia
Quem não morre no mar, ô
Morre na areia (2x)

Vênus, Iemanjá
Que rosto esconderá
O véu dos nomes que tentam dizer
O que não se pode ver, não
Vamos viver nós dois
Sem antes nem depois
Pingos de chuva entre a nuvem e o chão
Este é o nosso enredo

O que eu quero é sambar
Venha ser o meu par
Eu peguei tua mão
Pra nunca largar,
Pra nunca largar.


Autor(es): Francisco Bosco / João Bosco

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