Joca Martins

Do Meu Mate Hoje Cedo

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Não pelo silêncio
Que o silência já havia
Mas pela ternura que trazia
Nos olhos claros de amigo

Não pelo silêncio
Que silêncios eu já tinha
É que de seu silêncio vinha
Conforto pra minhas quietudes

Não por solver solito
Que solito eu já mateava
Mas a solidão não se agrandava
Em respeito a sua vigília

Não sei se pela amargura do mate
Ou pelo féu do recuerdo
O meu mate hoje cedo
Foi mais de solidão e silêncio

Cevei um mate a capricho
Aticei bem o brasedo
Mas o perro hoje cedo
Não se achegou aos meus pés

Ontem o bom Deus o levou
Creio que por ser bom na lida
E por que na estância na outra vida
A precisão era maior que a minha

Não sei se pela fumaça
Que povoa o rancho e o olhar
Sinto os meus olhos de simples
Chorando o que é de chorar


Autor(es): Joca Martins / Mauricio Raupp Martins

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