Estampa de Bandear Querência

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Um xergão velho surrado carona forte de sola
Um basto quatro cabeças das bandas de paysandu
As barrigueiras de espelho são feitio do tio Camilo
Pelego é do meu estilo, sovado e com carnal cru
O laço de doze braças enrodilhado nos tentos
Um mouro de fundamento arrucinado ao meu gosto
Um chapéu bem desabado pra os tempos feios de inverno
O poncho parceiro eterno pr'algum mangaço de agosto

Quando se deixa uma estância sonhos e pingos por diante
A estampa me garante a vida noutra querência
A alma carrega a essência de campeiro e domador
E as marcas do tirador são a minha confidência
E as marcas do tirador são a minha confidência

Uma pilcha de respeito o cavalo de valor
Um sonho de domador com estampa bem campeira
A alma é traiçoeira quando se fala em querência
Mas se carrega a vivência com retoques de fronteira
Um bagual baio por diante pra sova bem despacito
Mas se acaso houver cambicho n'algum volteio deixada
Pé nas garra na ramada pra alguma estância ou bolicho
Pra ajeita o baio a capricho e leva-lo pra uma amada

Quando se deixa uma estância sonhos e pingos por diante
A estampa me garante a vida noutra querência
A alma carrega a essência de campeiro e domador
E as marcas do tirador são a minha confidência
E as marcas do tirador são a minha confidência

Quando se deixa uma estância sonhos e pingos por diante
A estampa me garante a vida noutra querência
A alma carrega a essência de campeiro e domador
E as marcas do tirador são a minha confidência
E as marcas do tirador são a minha confidência


Autor(es): Eduardo Soares

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