Golpes da Vida

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Papai morava na roça numa casa sem mobília
Passava dificuldade no peso de uma família
Foi grande batalhador seu nome até hoje brilha
Contava estórias tantas sentado depois da janta
Num banco pés de forquilha.

Os carinhos de papai são coisas que eu não esqueço
As palmadas de mamãe meu irmão sempre travesso
O sorriso da irmã meu paletó do avesso
São cenas que já ficaram sobre meu peito deixaram
Cicatriz que não mereço.

O monjolo persistente o silêncio entre cortava
O gemido do urutau toda noite me assustava
Nas mais bonitas auroras o meu sertão deslumbrava
O foguedo de menino mudava o meu destino
Conforme a vida passava.

Mamãe um dia foi embora papai depois a seguiu
Meu irmão deixou o mundo a mana também partiu
Levaram tudo que eu tinha deixaram-me um vazio
São golpes que a vida abre só meu coração que sabe
Quanta dor que já senti.


Autor(es): LUIZ DE CASTRO

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