Guacho de Manada

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Nasci meio por engano
No meio de uma manada
A minha mãe me pariu
Voltando de uma tropeada
Sou crioulo desta terra
Me criei como peão
Com poucos anos de idade
Já montava em redomão.

Sou do sul do meu país
Com a graça do patrão
Me criei cravando espora
No couro de redomão
Meu vício é gaita e cantiga
E um fandango de galpão
Meu vício é gaita e cantiga
E um fandango de galpão.

E assim eu fui crescendo
Domando potro cuiudo
Arrastando o chinaredo
Prá os pelego cabeludo
Neste jeitão teatino
Num estilo bem campeiro
Sou a seiva do meu povo
Na herança do tropeiro.

Sou do sul do meu país
Com a graça do patrão
Me criei cravando espora
No couro de redomão
Meu vício é gaita e cantiga
E um fandango de galpão
Meu vício é gaita e cantiga
E um fandango de galpão.

Quando findar o meu tempo
Arrebentando o meu sovéu
Vou me ajustar de guasqueiro
Na estância grande do céu
Sigo trançando o meu laço
Com perícia e inteligência
E se são pedro descuidar
Juro eu volto a gauderiar
Nos pagos da minha querência.

Sou do sul do meu país
Com a graça do patrão
Me criei cravando espora
No couro de redomão
Meu vício é gaita e cantiga
E um fandango de galpão
Meu vício é gaita e cantiga
E um fandango de galpão.


Autor(es): IVACIR SOARES / João Luiz Corrêa

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