Inverno

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Sei que convêm os pés no chão
Os olhos sem se abrir demais
A sorte pouca e justa enfim
Sei alimentar o sonho em minha voz
Que não consente a própria vaidade de existir

Quanto desacato ao simples querer
Eu devo dizer: eu guardo um mundo em mim

Sem saber por onde posso andar
Por onde começar eu vejo é tão difícil desistir
Posso acreditar? Devo acreditar em quê?


Autor(es): Luiz Gabriel Lopes

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