Ellen Oléria

Janaína

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Volta janaina
Cessa o meu pesar
Que eu te amarei
Mais amor que existe pra se amar
Traz de volta a sorte
Vem me ensinar
Como navegar
Nas ondas do amor da mãe do mar

Singrei
Por légua vastidão
Pra lá
De onde a solidão
È lei
Para encontrar você de braços dados com iemanjá
Mais bela prenda de cabinda
Despida do pudor de pedir licença para enfeitiçar
Revirar vendaval

Catei
Mil contas que
Encontrei
Na areia
Trazidas pela
Maré cheia
Para enfeitar
Seus cachos
Negros como as noites sem luar

Tecida das rendas mais lindas
Cozidas pra você refletir
O brilho que faz a alvorada
Tornar noite em dia
Me embriagando de alegria
De um tanto que ninguém previa
E havia de inundar de um jeito até meu peito arrebentar
Venta brisa forte leva pr’alto mar
Rosas que reguei com gotas colhidas do olhar

Nem sei
Se a vida
Tem qualquer
Valia
Se nega sua
Companhia
Perdida sem deixar
Um rastro pra que eu possa te encontrar
Ainda que só por um dia
Pra ver se a dor alivia
E fecha essa ferida
Aberta que não quer cicatrizar
Estanca em mim essa sangria

Seu filho hoje vem te pedir
Mãe iemanjá
Ajuda pra suportar sozinho a solidão
Se ela for demorar
Ou se volta mais não vem me salvar iemanjá


Autor(es): Fabrízio Morelo / Hamilton De Holanda