Não Aperta Aparício
Malandrão muito namorador nos fandangos lá da sua terra
Quando ia dançar vaneirão só dançava bem agarradinho
Era só na base do apertão e a mulher reclamava baixinho
Não aperta aparício, não aperta não aperta aparício, não aperta
Não aperta aparício, não aperta que esta história vai ser descoberta
Se o velho meu pai está espiando dá peleia e dá morte na certa
Certas horas o tal de aparício foi dançar uma vaneira marcada
Convidou uma morena gorducha que por ele estava apaixonada
E o salão tava muito apertado era só naquele pega e puxa
Aparício dançava e pulava e apertava a morena gorducha
Não aperta aparício, não aperta não aperta aparício, não aperta
Não aperta aparício, não aperta dava gosto de ver esta cena
A morena empurrava o aparício e o aparício puxava a morena
De repente o velhão da gorducha era um tal de maneca porpício
Sapateava e gritava na sala hoje é eu que aperto o aparício
E traçou-lhe o tatu no candieiro e o baile ficou no escuro
Só se ouvia cochichos das velhas e mulher que gritava em apuro
Aperta aparício aperta aperta aparício
Aperta aperta aparício, aperta
Só se ouvia gritar ala pucha
O porpício apertava o aparício
E o aparício apertava a gorducha
Autor(es): José Mendes