Marcelo Perdido

Saúde

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Saúde, não morra
Que o vento lá fora te mata
Desce da gangorra
Que a queda daí já te mata
Saúde, não voa
Que a sorte da gente anda fraca
E a morte caçoa de quem se arrisca na praça

Saúde, vem cá...
Vamos ser amigos, tomar comprimidos
E comer mais fibras,
Mexerica orgânica goumert
E dormir mais cedo,
Sempre com a mesma mulher
Usar preservativos e meia no pé

Saúde, não fode
Que a tua ausência me mata
Dá cá um sacode
Que hoje acordei de ressaca
Saúde, me aguenta
Já tô na última rodada
Faltam só 50 e depois não apronto mais nada

Saúde, vem cá...
Me beija de língua, vamos ser amantes
Eu paro com os vícios, com refrigerante
Eu corro aos domingos, organizo a estante
Mas de quinta a sábado procuro o que é errado...
A maldita o rabo de galo, o meu precipício
O aspirador, a rede mundial de computador
Fumo quanto aguento e durmo ao relento
Mas quem nunca abusou da sorte de jovem
Mesmo não sendo mais jovem e tendo que botar: O trem para andar!
Saúde! Vem cá... Vê se me dá jeito!


Writer/s: Marcelo Perdido

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