Eu Tenho Que Ir Embora

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Minha cabeça roda porque eu não entendo
Tanta coisa fútil que a gente vê.
Já não me importam o passado e o presente,
Inconscientemente se esquece de crescer.

Não vou ficar parado aqui esperando
A minha extrema-unção.
Estagnado, inerte de braços cruzados nessa indigna vida de cão.

Mas agora eu tenho que ir embora que já amanheceu.
Mas agora ta na minha hora, esse não sou eu.

Esse não sou eu que fica esperando que façam por mim.
Eu boto a mão na massa, eu vou no peito, eu vou na raça,
Suo a camisa até conseguir.

Eu boto a boca no trombone, só não vou morrer de fome,
De injustiça e amor.
Não vou ficar sentado aqui marcando,
Não sou um perdedor...

Mas agora eu tenho que ir embora que já amanheceu.
Mas agora ta na minha hora, esse não sou eu.

Minha cabeça roda porque eu não entendo
Tanta coisa fútil que a gente vê.
Já não me importa o passado e o presente,
Inconscientemente se esquece de crescer.

Não vou ficar parado aqui esperando
A minha extrema-unção.
Estagnado, inerte de braços cruzados nessa indigna vida de cão.

Mas agora eu tenho que ir embora que já amanheceu.
Mas agora ta na minha hora, esse não sou eu.


Writer/s: Gleyson Fonseca