SEBASTIÃO NUNES


Fecha de nacimiento:
05 de diciembre de 1938

Sumario
Trovapedia
Textos musicados de
Sebastião Nunes
Cancioneros con canciones
de Sebastião Nunes
Sebastião Nunes (Bocaiuva, 5 de dezembro de 1938) é um escritor, editor, artista gráfico e poeta brasileiro.


História



Escritor e artista gráfico, Sebastião Nunes publicou 19 livros de poesia e prosa para adultos. Decidiu ser escritor aos 15 anos e desde então essa foi a sua atividade principal. Em 1980, fundou a Editora Dubolso, com o objetivo principal de editar seus livros e de outros escritores, chegando a um total de mais ou menos 50 autores, em livros individuais ou antologias. O nome Dubolso explica-se pelo fato de que ele fazia toda a programação e o acompanhamento gráfico de graça, ficando por conta de cada autor pagar a gráfica e cuidar da distribuição. Em 2018, completa 50 anos de atuação marcante nas artes e na cultura brasileiras. Em 1996, por exemplo, publicou o Pseudo-Mais!, um jornal que imitava, de forma crítica, o então suplemento de Cultura do jornal Folha de S. Paulo.Em 1998, lançou o Decálogo da Classe Média, enviado dentro de um caixãozinho de defunto para 120 escritores e intelectuais de todo o país. Em 2013, recusou convite para participar do Festival Literário Internacional de Parati (FLIP), por ele considerado “uma festa midiática de classe média”, exatamente a classe contra a qual brigou a vida inteira.

Como Sebastião Nuvens, começou a publicar textos para o público infanto-juvenil em 1996, inspirado pelas filhas Teresa e Alice, então com 10 e 5 anos. Em 2000 fundou, com um grupo de autores, ilustradores e amigos, a Editora Dubolsinho. Depois veio a Aaatchim Editorial!, nascida em 2012, com os mesmos objetivos da irmã mais velha: lançar livros bons e bonitos para crianças e jovens. Em 2014, relançou a antiga Edições Dubolso no formato digital, a Dubolso Digital. Antes disso, em 2013, surgiu o Instituto Cultural Dubolsinho, atualmente com oito projetos em andamento, todos voltados para a comunidade de Sabará, onde atua, incluindo a “Biblioteca Comunitária Laís Corrêa de Araújo”, em fase final de implantação e aberta ao público de todas as idades, e o “Projeto Lerês”, de leitura e escrita para crianças do primeiro grau, alcançando toda a rede pública municipal. Sebastião Nunes foi ainda, durante mais de 13 anos (de 2001 a 2015), colunista dominical do jornal O Tempo, de Belo Horizonte. Atualmente escreve, também aos domingos, no portal GGN, de São Paulo: http://jornalggn.com.br.


Livros



Poesia

  • Última Carta da América. Belo Horizonte: Edição do autor, 1968.
  • A Cidade de Deus. Belo Horizonte: Edição do autor, 1970.
  • Finis Operis. Rio de Janeiro: Edição do autor, 1973.
  • Zovos. Rio de Janeiro: Edição do autor, 1977.
  • O Suicídio do Ator. Rio de Janeiro: Edição do autor, 1978.
  • Serenata em B Menor. Sereno de Cataguases: Edição do autor, 1979.
  • A Velhice do Poeta Marginal. Sereno de Cataguases: Edição do autor, 1983.
  • Papéis Higiênicos. Sabará: Edições Dubolso, 1985.
  • Antologia Mamaluca 1 & Poesia Inédita (Poesias). Sabará: Edições Dubolso, 1988.
  • Antologia Mamaluca 2 & Poesia Inédita (Aurea Mediocritas). Sabará: Edições Dubolso, 1989.

Ficção experimental



    *Somos Todos Assassinos. Sereno de Cataguases: Dubolso, 1980. 2ª edição, idem, 1981. 3ª edição, Sabará: Dubolso/Mazza, 1995. 1ª edição comercial: São Paulo: Altana, 2000.
  • História do Brasil. Sabará: Dubolso/Mazza, 1992. 1ª edição comercial: São Paulo: Altana, 2000.
  • Decálogo da Classe Média, Sabará: Edições Dubolso, 1998.
  • Elogio da punheta & O mistério da pós-doutora (ficção). Rio de Janeiro: Lamparina, 2004.
  • João (infanto-juvenil). Sabará: Dubolsinho, 2007.
  • Adão e Eva no Paraíso Amazônico. Sabará: Dubolsinho, 2009.
  • Começa a envelhecer a mulher mais bela do mundo. Sabará: Dubolsinho, 2017.

Ensaio

  • Sacanagem Pura, Sabará: Dubolso/Mazza, 1995 (publicação dupla, com a 3ª edição de Somos Todos Assassinos)
  • Para que serve a escrita? A B C: 0. In: Maria Inês de Almeida (org.) São Paulo: EDUC/Editora da USP, 1997. p. 15-26
  • Aventuras e desventuras de um escritor metido a escritor. In: Jonathan Busato, Laura Moreira e Milton Nakanishi, A versão do Autor. São Paulo: Com-Arte, 2004.


Cronologia



  • 1938 — 5 de dezembro. Nasce em Bocaiúva, Minas Gerais.
  • 1955 — Muda-se para Belo Horizonte. Estuda até 1957 no Colégio Marconi. Cresce o gosto pela leitura e começa a escrever, imitando Humberto de Campos e, em seguida, Graciliano Ramos.
  • 1960 — Presta vestibular na Fundação Universidade Mineira de Arte, depois de reprovado três vezes em vestibulares para Medicina. Freqüenta o curso de publicidade durante um ano e meio, exatamente a metade. Começa a trabalhar em publicidade (Starlight Propaganda), levado pelo professor. Início como tipógrafo, depois sucessivamente como fotógrafo, artefinalista e diretor de arte. Com o primeiro salário, muda-se para uma pensão na rua São Paulo, 1234, em frente à agência.
  • 1964 — Publica um conto no Suplemento Literário do O Estado de S. Paulo e um cartum na revista Senhor. Ingressa na Faculdade de Direito da UFMG.
  • 1966 — Conhece então jovens escritores, dos quais alguns serão seus amigos desde então, como Sérgio Sant'Anna, Luís Gonzaga Vieira, Adão Ventura e Jaime Prado Gouvêa. Abandona a profissão de publicitário definitivamente pela primeira vez (serão 5 abandonos definitivos até o abandono realmente definitivo, em 1995). Cria e consegue imprimir o cartaz do 28º Congresso da UNE, União Nacional do Estudantes, na clandestinidade. Faz cartazes, charges e textos políticos para eleições estudantis em várias unidades da UFMG, sempre para candidatos de esquerda.
  • 1967 — Produz o primeiro poema que considera satisfatório. Publica poemas e ensaios curtos no Suplemento Literário do Minas Gerais.
  • 1968 — Maio: publica um pequeno caderno de 16 folhas com três poemas: Última Carta da América, Auto da Virgem Ensimesmada e Sete Recursos Extraordinários. O livreto é dedicado a Murilo Rubião — guia intelectual, com Affonso Ávila e Laís Corrêa de Araújo, de toda a sua geração, pela seriedade e pelo alto nível de exigência.
  • 1970 — Publica o segundo trabalho: A Cidade de Deus, e o primeiro pelo processo de subscrição, que adotará desde então para todos os trabalhos maiores.
  • 1973 — Muda-se para o Rio de Janeiro. A Editora Civilização Brasileira recusa Finis Operis, apresentado por Sérgio Sant’Anna, com quem inicia uma troca de cartas que dura até hoje. O livro-envelope sai no mesmo ano; Conhece Clarice Lispector, a quem visita duas vezes.
  • 1975 — Produz, para Affonso Ávila, o livro Cantaria Barroca, primeira experiência na produção de livros para outros autores; Curt Meyer-Clason publica, na Alemanha, dois poemas de A Cidade de Deus na antologia Brasilianische Poesie des 20, reunindo 23 poetas brasileiros representativos do século XX.
  • 1977 — Publica Zovos, por subscrição; Participa de exposição no MAM, com Moacy Cirne, Álvaro de Sá, Wlademir Dias-Pinto e outros poetas experimentais.
  • 1978 — Publica por conta própria o livro-cartaz O Suicídio do Ator. Abandona a publicidade e vai com a família para Sereno, povoado de 2 mil habitantes próximo a Cataguases, Minas Gerais, onde mora até 1983. Vive de biscates nas cidades de Rio de Janeiro e em Belo Horizonte.
  • 1979 — Publica Serenata em B Menor, um simples folheto de duas dobras.
  • 1980 — Funda as Edições Dubolso e publica Somos Todos Assassinos, primeiro texto em prosa. Pela Dubolso publicará, daí em diante, todos os seus livros e mais de 20 livros de vários autores jovens inéditos, principiantes ou recusados por editoras comerciais.
  • 1983 — Publica A Velhice do Poeta Marginal; Convidado por Murilo Rubião, faz durante dois anos a programação visual do Suplemento Literário do Minas Gerais, em colaboração com Jaime Prado Gouvêa, Manoel Lobato, Duílio Gomes e Lucas Raposo; mudança para Sabará.
  • 1985 — Publica Papéis Higiênicos.
  • 1988 — Publica o primeiro volume da Antologia Mamaluca, incluindo o inédito Poesias. Lança, no mesmo dia, uma edição ilustrada do Elixir do Pajé, de Bernardo Guimarães, com introdução do poeta Romério Rômulo e desenhos de Fausto Prats; A Secretaria de Cultura de Minas fecha o jornal Ponta de Lança, do Palácio das Artes, por ter publicado seu poema As Rampas do Palácio, sátira aos governos brasileiros em geral.
  • 1989 — Publica o segundo volume da Antologia Mamaluca, incluindo o inédito Aurea Mediocritas, com que encerra sua obra de poeta.
  • 1992 — Publica a História do Brasil.
  • 1994 — É homenageado pela prefeitura de Belo Horizonte, com um fascículo sobre sua obra, dentro da coleção Mostra Poética de Belo Horizonte; e pelo Giramundo, teatro de bonecos, com a peça Antologia Mamaluca, sob a direção de Álvaro Apocalypse.
  • 1996 — Edita um pseudo-Mais!, cópia graficamente fiel do caderno do mesmo nome da Folha de S. Paulo. Ameaçado de processo, responde em carta-aberta, endereçada à Folha e a mais de 300 escritores e jornalistas brasileiros. O jornal silencia.
  • 1997 — Trabalha em vários projetos ao mesmo tempo: Decálogo da Classe Média, sátira ao comportamento consumista e servil da classe média, prevista para 4 volumes; Livro de Rostos, cânone pessoal com cerca de 50 obras importantes em sua formação pessoal e literária, quase todas de ficção. Escreve (e ilustra) pela primeira vez literatura infanto-juvenil, por influência das filhas menores.
  • 1998 — Publica o primeiro volume do Decálogo da Classe Média, que é remetido pelo correio, durante todo o ano, a cerca de 120 intelectuais que o apoiaram de alguma forma nos livros anteriores. Todos os livros foram remetidos dentro de um pequeno caixão de defunto, com outros papéis inclâmicos e o folheto intitulado Work in progress número 2; exposição de cerca de 50 caixõezinhos no pátio da Escola de Minas de Ouro Preto, durante o Festival de Inverno, com lançamento do Decálogo. Participação na Bienal Internacional de Poesia de Belo Horizonte, com palestra e a exposição 30 anos de guerrilha cultural e estética de provocaçam, em íntima colaboração com Ricardo Aleixo, curador da mostra.
  • 2000 — Funda com 39 outros cotistas a Editora Dubolsinho, dedicada a publicar obras infanto-juvenis, lançando inicialmente seis títulos, quatro deles de sua autoria. Publicação, pela Editora Altana, de São Paulo, por iniciativa do editor Xico Santos, das primeiras edições comerciais de suas obras de ficção História do Brasil (março) e Somos Todos Assassinos (novembro). Com esses relançamentos consegue mais espaço na mídia, em apenas um ano, do que em toda a sua vida anterior, obtendo resenhas e textos críticos em praticamente todos os jornais e revistas importantes do país.
  • 2001 — Agosto: começa a publicar crônicas semanais no caderno Magazine, do jornal O Tempo, de Belo Horizonte, a princípio quinzenalmente e em seguida toda semana, aos domingos.
  • A partir de 2002, começa a ser mais conhecido e divulgado, participando inúmeras vezes de eventos culturais em diversas capitais, principalmente São Paulo, como debates, julgamento de prêmios literários, aparições em TV, seminários e congressos. Ao mesmo tempo, a Dubolsinho cresce de importância, chegando a 28 títulos em 2008 e obtendo reconhecimento nacional, inclusive dos principais órgãos públicos compradores de livros para jovens.
  • 2008 — Ao completar 70 anos, a Editora da UFMG lança Sebastião Nunes, organizado por Fabrício Marques.
  • 2009 — Publica Adão e Eva no Paraíso Amazônico, livro de crônicas experimentais, publicadas no jornal O Tempo, de Belo Horizonte.
  • 2017 — Publica Começa a envelhecer a mulher mais bela do mundo, reunião de crônicas publicadas no site JornalGGN.
 El contenido de este artículo ha sido extraído de la Wikipedia en portugués bajo licencia Creative Commons.

 










 
PUBLICIDAD
PUBLICIDAD

 

LO + EN CANCIONEROS.COM

 

HOY DESTACAMOS
Novedad discográfica

el 15/09/2018

El trovador mexicano Alejandro Filio acaba de lanzar su último disco Trova azul, un disco a guitarras y voz que hoy nos cuenta canción a canción.

HOY EN PORTADA
Nuevo cancionero y discografía

por Pepi Bauló el 29/08/2018

Presentamos el octavo de nuestros cancioneros y discografías anunciados en el marco de nuestro vigésimo aniversario. Martirio —alter ego de Maribel Quiñones—, artista grande y todavía creciendo, aprendiz y maestra, fundamental y fundamentada.

 



© 2018 CANCIONEROS.COM, CANDIAUTOR 2010 SL

Notas legales

Qué es cancioneros
Aviso legal
• Política de privacidad

Servicios

Contacto
Cómo colaborar
Criterios
Estadísticas
Publicidad

Síguenos

   

 

Acceso profesional