Lamento de João
Chegar tarde, sem tostão
Trabalhar sem fazer força
Ir-me embora sem razão
Vem pensar o meu caminho
Joga encargos onde eu for
Que eu prefiro andar sozinho
Que criar um falso amor
Eu gosto muito de moça
Porém sem misturação
Dez pra ter perto dos olhos
E uma só junto da mão
Queira Deus que ele me desse
Como gratificação
Uma terra brasileira
Pra eu plantar meu coração
Falado
Eu saí cedo de casa. O pai mandava brasa sem parar, e as crianças nasciam, cresciam e morriam, tudo ao mesmo tempo. Saí e fui andando. Às vezes pegava um leito, um mutirão, mas não era o que meu coração pedia. Meu coração pedia sombra, água fresca e colo de moça bonita. Um dia, eu estava tão esmulambado que um cara, sei lá, devia ser louco, meteu a mão no bolso e me passou um Deodoro. Rapaz! Eu não sei como minha mão foi caminhando pra frente, sem me pedir licença.Foi, e de repente ficou assim, parada no ar, de palma pra cima, numa aceitação tão linda que cheguei a ficar com lágrimas nos olhos. Intentei bem naquela mão, naquele gesto, sentindo que ele dava tudo o que eu queria da vida. E foi aí que comecei a trabalhar de mendigo. Verdade que levantei uma "ervinha fofa". Não sei como eu agradava. Isto é, eu sei: por causa do meu modo de pedir, de minha bossa de esmolar, para tornar o doador responsável pela esmola que dava. Aí, veio a mania de viagens, eu me engajava em qualquer navio e partia. Assim, corri o mundo e aprendi a mendigar em muitas línguas. Fui mendigo em Singapura, em Túnis, no Cairo, em Adis Abeba, e por aí. Mas aí deu a saudade do tutu com torresmo, da galinha ao molho pardo, da empadinha de camarão, e eu me mandei de volta. Vim ser um mendigo inserido no meu contexto. Vim ser um mendigo subdesenvolvido, ou melhor, em fase de desenvolvimento, como querem os economistas, e estou contente.
Ayer falleció en el Hospital Josep Trueta de Girona el gestor cultural y poeta italiano Sergio Secondiano Sacchi (Milán, 1948), una de las mentes más brillantes y creativas vinculadas al histórico Club Tenco, institución fundamental en la defensa y promoción de la canción de autor.
El cantautor catalán Joan Manuel Serrat recibirá la máxima distinción académica de la UNCUYO en marzo, en una visita de tres días que incluirá un concierto homenaje con la Orquesta Sinfónica y un encuentro abierto con el público. La resolución destaca su compromiso con la libertad, la diversidad cultural y los derechos humanos.
La cantautora siciliana Carmen Consoli cantó ayer 22 de febrero en Paral·lel 62 de Barcelona dentro del Festival BarnaSants, en un concierto de doble estreno: la presentación en Barcelona de su nuevo disco Amuri Luci (Amor Luz) y su memorable encuentro en el escenario con la Orquestra de Músiques d’Arrel de Catalunya (OMAC).
Ya está disponible al completo Directo en Casa Astor (Ventilador Music, 2026), el nuevo EP en directo de Raquel Lúa. Se trata de un trabajo breve e íntimo, integrado por tres versiones grabadas en vivo a finales de 2025 en la Casa Astor de Barcelona, donde la artista ofreció una interpretación cercana y especialmente emotiva de tres de sus canciones más emblemáticas: Hache, Reguero de Luz y La Saeta.
El cantautor valenciano Raimon presenta Aquest jo que jo soc (Este yo que yo soy), una extensa biografía escrita por Miquel Alberola que recorre su trayectoria vital y artística desde la infancia en Xàtiva hasta su despedida de los escenarios en 2017. El volumen propone una mirada amplia y matizada sobre una figura esencial de la canción de autor europea.