O pão que sobra à riqueza
Tira o chapéu milionário
Vai um enterro a passar
Foi a filha de um operário
Que morreu a trabalhar.
O pão que sobra à riqueza,
Distribuído pela razão,
Matava a fome à pobreza
E ainda sobrava pão.
Se eu fosse carpinteiro
Casava com uma ceifeira
Juntava a foice ao martelo;
Fazia a nossa bandeira
O padre vendeu a burra
Para não dar mais cevada
Agora vai aos enterros;
A cavalo na criada;
Se a morte fosse interesseira
Ai de nós o que seria
O rico comprava a morte
Só o pobre é que morria
Vai um enterro a passar
Foi a filha de um operário
Que morreu a trabalhar.
O pão que sobra à riqueza,
Distribuído pela razão,
Matava a fome à pobreza
E ainda sobrava pão.
Se eu fosse carpinteiro
Casava com uma ceifeira
Juntava a foice ao martelo;
Fazia a nossa bandeira
O padre vendeu a burra
Para não dar mais cevada
Agora vai aos enterros;
A cavalo na criada;
Se a morte fosse interesseira
Ai de nós o que seria
O rico comprava a morte
Só o pobre é que morria
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La letra escrita por José Afonso utiliza la música e "Vira de Coimbra" y grabado por primera vez en "Balada do outono" (1960)
Esta canción aparece en la discografía de
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