De vez em quando a vida


De vez em quando a vida beija nossa boca
e em cores se espalha que nem atlas.
Nos passeia pelas ruas em carroça
e nos sentimos em boas mãos.

Se faz à nossa medida e gruda ao nosso passo
e tira um coelho da velha cartola
e somos como crianças
quando saem da escola.

De vez em quando a vida toma comigo café
e está tão bonita que gosto de vê-la.
Solta o cabelo e me pede
pra sair com ela à cena.

De vez em quando a vida se oferece nua
e nos brinda um sonho tão delicado
que é preciso ter cuidado
pra não quebrar o feitiço.

De vez em quando a vida afina o seu pincel.
Arrepia nossa pele e faltam palavras
prá dizer o que oferece
aos que sabem usá-la.

De vez em quando a vida brinca com a gente
e acordamos sem saber o que se passa
chupando palito, sentados,
acima de uma cabaça.
Versión de Joan Manuel Serrat
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Adaptação: Santiago Kovadoff

Esta canción aparece en la discografía de
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