Você não gosta de mim
Não sinto o ar se aquecer
Ao redor de você
Quando eu volto da estrada
Por que será que é assim?
Dou, aos seus lábios, a mão
E eles nem dizem não
Eles não dizem nada
Como é que vamos viver
Gerando luz sem calor?
Que imagem do amor
Podemos nos oferecer?
Você não gosta de mim
Que novidade infeliz
O seu corpo me diz
Pelos gestos da alma
A gente vê que é assim
Seja de longe ou de perto
No errado e no certo
Na fúria e na calma
Você me impede de amar
E eu que só gosto do amor
Por que é que não nos dizemos
Que tudo acabou?
Talvez assim descubramos
O que é que nos une
Medo, capricho, destino
Ou um mistério maior
Não posso crer que o ciúme
Torne alguém imune ao desamor
Então, por favor
Evite esse costume ruim
Você não gosta de mim
É só ciúme vazio
Essa chama de frio
Esse rio sem água
Por que será que é assim?
Somente encontra motivo
Pra manter-se vivo
Este amor pela mágoa
Então digamos adeus
E nos deixemos viver
Já não faz nenhum sentido
Eu gostar de você
El trovador cubano Silvio Rodríguez abrió el 1 de septiembre en el Gran Teatre del Liceu de Barcelona su nueva gira por el Estado español con un concierto de 22 canciones que fue creciendo paulatinamente hasta desembocar en una sucesión final de clásicos. A punto de cumplir 80 años, Rodríguez mostró una voz sólida, mantuvo la habitual sobriedad de sus conciertos, dejando que fueran las canciones y la poesía las que expresaran aquello que apenas necesitó explicar con palabras.
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