Manuel
sua casa era de barro, de barro e cana.
As terras do senhor humedeciam
seu suor e seu pranto, dia pos dia.
Mendigo jornaleiro como ele não houve
Entre oliveiras, trigo, por uma codea.
Sua casa era de barro, de barro e cana,
chamavam-lhe Manuel, nasceu em Espanha.
Chamavam-lhe Manuel, nasceu em Espanha,
seu mundo era outro mundo tras da montanha.
Do amo eram as terras caminho abaixo
as amoras e as flores dos ribaixos.
A mula e os arreios, o pão e o vinho,
as arvores, as pedras e os caminhos.
Seu mundo era outro mundo tras da montanha,
chamavam-lhe Manuel, nasceu em Espanha.
Chamavam-lhe Manuel, nasceu em Espanha,
ela trazia um filho nas suas entranhas.
Nunca nada foi seu, nada tiveram,
por isso chorou tanto quando morreram.
Com as suas propias maos cavou na terra
e seus sonhos, Manuel, deixou com ela.
Ela trazia um filho nas suas entranhas,
chamavam-lhe Manuel, nasceu em Espanha.
Chamavam-lhe Manuel, nasceu em Espanha,
Viram-no ir-se embora uma manha.
Do amo era a oliveira em que o acharam
e a corda de esparto que desataram.
E o pedaço de terra onde apodreçe
e o trigo que, na serra, na tomba cresce.
Sua casa era de barro, de barro e cana,
chamavam-lhe Manuel, nasceu em Espanha.
Adaptação: Alexandre O'Neil
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