La vida en espiral
A lágrima é um lago rodeado de estertores
O estertor é um vulcão de vento
O vento é o caminho dos cantos
O canto é um mistério da boca
A boca é um abismo antes do peito
O peito é outro abismo entre dois sangues
O sangue é o motor que nutre o ato
O ato é uma dança contra o tempo
O tempo é o que mede espaços até então não numerados
A cabeça é um nó sobre o pescoço
O pescoço é como um istmo entre duas selvas
A selva é o ancestral do deserto
O deserto é um corpo já bebido
Beber não apaga o fogo na consciência
A consciência é outro relógio de areia
A areia faz do cactos um rei antigo
O antigo nos modela como a uma criança
Uma criança é o passado dos corpos
E o corpo é um combate que se perde
A vida é um espaço exato entre duas mortes
A morte é um espaço exato entre dois fogos
O fogo é um espaço exato entre dois frios
O frio é uma chama abaixo de zero
O zero é o silêncio antes do número
O número é o verbo matemático
A matemática é o calculo da realidade
A realidade é o único incrível
O incrível é o que não podemos
E o que não podemos é o que queremos.
Traducción: Thiago de Mello
Abril de 2026. Una visita a Cuenca. La ciudad alta parece casi inalcanzable pero se va abriendo al paso del caminante y se descubre a pinceladas, se avanza lentamente con atención a los detalles, te va envolviendo su generosa ofrenda de ocres, una esencia dulce de calles antiguas, escenario de historias de vida que fueron y van arriba y abajo. Cuenca, refugio de miradas eternas que en sus horizontes van quedando guardadas, también en nuestra memoria. Cuenca, la de la piel quebrada por hoces y ríos, la que celebró en el siglo XX su poeta Federico Muelas, la que envejece y revive en el XXI y cada día.
La cantautora de Tortosa repasa el significado de su nuevo triple álbum, explica el simbolismo de Groenlàndia, reivindica el papel del BarnaSants en su trayectoria y recuerda el concierto con el que clausuró la 31ª edición del festival junto a la Banda de Música de La Sénia.
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