Na rua António Maria


Na Rua António Maria
da primaz instituição
vive a maior confraria
desta válida nação

E muita matula brava
ainda teimava
que havia de vir
um dia assim de repente
para toda a gente
voltar a sorrir

Mas eles Conceição vão
lamber as botas
comer à mão
dum novo Pina Manique
com outra lábia
com outro tique

Tem quatro letras pequenas
Mas outro nome não dão
Nesta fortaleza antiga
Só não muda a guarniç:ão

E muita matula ufana
cuidando que a mana
morrera de vez
deu graças
à D. Urraca
ao som da ressaca
que o pagode fez

Mas eles Conceição vão
lamber as botas
comer à mão
dum novo Pina Manique
com outra lábia
com outro tique
Na Rua António Maria
convenha a todos saber
a patriótica espia
sabe bem onde morder
vela p´la nossa morada
no vão de uma escada

Sem se anunciar
e oferece a quem bem destina
um quarto de esquina
com vistas pró mar

Mas eles Conceição vão
lamber as botas
comer à mão
dum novo Pina Manique
com outra lábia
com outro tique

Aldeia da roupa branca
suja de já não corar
O Zé Povo foi pra França
não se cansa de esperar

O capataz da fazenda
pôs a quinta à venda
para quem mais der
e os donos marcaram tentos
com novos intentos
doa a quem doer

Mas eles Conceição vão
lamber as botas
comer à mão
dum novo Pina Manique
com outra lábia
com outro tique
Idiomas

Esta canción aparece en la discografía de
LO + LEÍDO
1.
Una ventana para Javier Pelayo
[15/06/2026] por Carles Gracia Escarp

Abril de 2026. Una visita a Cuenca. La ciudad alta parece casi inalcanzable pero se va abriendo al paso del caminante y se descubre a pinceladas, se avanza lentamente con atención a los detalles, te va envolviendo su generosa ofrenda de ocres, una esencia dulce de calles antiguas, escenario de historias de vida que fueron y van arriba y abajo. Cuenca, refugio de miradas eternas que en sus horizontes van quedando guardadas, también en nuestra memoria. Cuenca, la de la piel quebrada por hoces y ríos, la que celebró en el siglo XX su poeta Federico Muelas, la que envejece y revive en el XXI y cada día.

2.
Montse Castellà: «Groenlàndia es una celebración de la vida y de treinta años de oficio»
[23/06/2026] por Xavier Pintanel

La cantautora de Tortosa repasa el significado de su nuevo triple álbum, explica el simbolismo de Groenlàndia, reivindica el papel del BarnaSants en su trayectoria y recuerda el concierto con el que clausuró la 31ª edición del festival junto a la Banda de Música de La Sénia.

3.
«Mig segle vora el drac», la historia de Falsterbo
[18/06/2026] por Xavier Pintanel

El nuevo libro Mig segle vora el drac. Una història del grup Falsterbo de Miquel-Lluís Muntané reconstruye más de medio siglo de trayectoria de Falsterbo, uno de los grupos fundamentales —y el más longevo— de la Nova Cançó, y, a través de su historia, recupera una parte esencial de la memoria musical y social de Cataluña.